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Propaganda Magazine: Fred H.Berger e a Estética do Mal quando o gótico foi algo que deveria acontecer!

Fred Berger é uma espécie de herói pessoal ao qual venero desde 1993 quando tive a oportunidade de ver alguns exemplares de Propaganda Magazine.Sim, me inspirei em suas criações e com certeza foi lá que achei sustentação para o The MaozoleuM e atualmente a RedeVamp. Seu trabalho fotojornalístico estabeleceu a didática visual do Gótico Contemporâneo. Nada de subculturas e subculturíces. Foi o olhar dele e o tom de Propaganda que estabeleceram o recorte cultural e que cristalizaram tal repertório imaginário e foram suas adições que formaram aquilo que temos hoje. As coisas não mudam, só vão ficando mais elas mesmas.Pessoas gostam deste universo simbólico e aderem as suas tendências e adoram pessoas afins e de gostos convergentes - dispensam cartilhas e regras de estabilishment stalinista de alguns locais, visto que todo lance é estético e pautado no fruto proibido, a estética do mal. Minha gratidão a Marco e Luna Revisões por mais esta tradução que compartilhamos agora com todos vocês, originalmente publicada em Dangerous Minds.

Capa1Fundado em 1982 pelo fotógrafo nova-iorquino, Fred H. Berger, a revista Propaganda foi, até sua edição final em 2002, a crônica mais popular e longa da subcultura gótica nos Estados Unidos. De sua infância, como um fanzine punk, cresceu em escopo, cobrindo as obsessões esotéricas de seus “Ministros da Propaganda” – pós-punk, death rock, moda de fetiche, modificação corporal, BDSM, vampirismo, literatura de horror, androginismo e paganismo foram todos jogados em caldeirão fervente. Com o tempo, estas influências díspares foram codificadas no que conhecemos hoje como cultura “gótica”. Nunca nomeando a si mesmo de “gótico” zine per si. Propaganda teve muita relação com o desenvolvimento da estética gótica quanto qualquer banda assustadora vestindo preto que possa se importar em nomear.

A Bíblia Gótica: Um Compêndio por uma Inclinado Sombrio, de Nancy Kilpatrick, chamou Propaganda de “a única publicação da subcultura conhecida por apenas todo gótico no planeta” por uma boa razão. Sua importância para a cena não é exagerada. De fato, pode-se afirmar que o gótico tinha que acontecer com Propaganda agindo como um espelho de de duas faces, projetando e refletindo a música melancólica, moda, arte e literatura de sua audiência pós-Guerra Fria.

Não descobri Propaganda Magazine até o começo dos anos 90, quando parecia estar em todo lugar. Me lembro que, naquele tempo, estar impressionando que uma revista tão especificamente visada para a relativamente pequena subcultura, estava aparecendo em grandes bancas e livrarias, mesmo na pequena cidade da Califórnia do Sul que eu vivia. Esta era uma era antes da internet, quando obter qualquer distribuição significante seria uma guerra constante. Os modelos em Propaganda me pareciam, naquela época, ser as pessoas mais glamorosas (depressivamente) do planeta.

Fui capaz de rastrear o homem por trás de muitas destas imagens, Fred Berger em pessoa, para falar sobre a revista, sua história e legado. E onde a subcultura gótica foi no mundo pós-Propaganda Magazine.

Luna

A revista Propaganda Magazine, desde suas primeiras edições, cobriu a música punk e pós-punk, assim como alternativa – que pode ser descrita como moda “fetiche”. Você testemunhou e registrou o que se tornou o berço do “gótico” como conhecemos hoje, quando deve ter ficado sob o guarda-chuva do “pós-punk”, “novo romântico” ou “death rock”. Em que ponto considerou que as formas díspares de música, literatura, arte e moda poderiam se unir para forma o “gótico”?

Fred H. Berger: Descobri o gótico quando vi Bauhaus no filme vampírico “Fome de Viver” em 1983. Dois anos antes disso, Propaganda era uma fanzine de punk hardcore. A primeira edição gótica foi a n. 3, Verão de 1984. Não era chamada de “gótico” – apenas “underground” ou “darkwave”. O termo “gótico”, se não me engano, não surgiu de modo amplo até o final de 1984, e era aplicado a bandas como Bauhaus, Sisters of Mercy e Siouxsie and the Banshees. Apesar de Andrew Eldritch, do The Sisters of Mercy, ter dito “Nós não somos uma banda gótica”, e Siouzxsie ter falado “Não existe tal coisa como gótico”. Acredito que não queriam ser rotulados, prefiram ser o que quer que queiram ser, algo que posso entender completamente.

Nos anos 80, Propaganda cobriu a cena de clubes undergrounds de Nova Iorque, que tinha destacava em sua maioria bandas europeias – primariamente britânicas, mas também holandesas e alemãs, como Clan of Xymox e Xmal Deutschlandwich, que era darkwave – não gótico. E os clubes undergrounds de Nova Iorque como Danceteria, The Cat Club e The World destacavam mais shows de moda e performance artística que bandas, e muito disto eram fetiche e variedades de vanguarda. Claro, era experimental, bizarro e sombrio, mas não era realmente gótico no modo melodramático e vampírico. O gótico americano cresceu com na Costa Oeste com as bandas de death rock, como Christian Death e London After midnight. Não entrei em contato com isto até 1989, quando a cena alternativa de Nova Iorque estava fragmentada e com mais pessoas envolvidas, em cenas de raves e club kids (n.e.: club kids foram um grupo de jovens personalidades da cidade de Nova Iorque que frequentavam clubes) que não possuía interesse em participar.

Eu estava de algum modo ciente do que acontecia em L.A., e fui para o oeste ver o que era tudo aquilo. E foi aí que Propaganda se tornou imersa no que você pode chamar “gótico” no mais puro sentido do termo – ankhs e rosários, rendas negras e veludo, capas e espartilhos – era uma cena saída diretamente do romance Lestat. E era inteiramente sobre bandas, contra a preocupação de Nova Iorque com arte e moda. O maior clube gótico de L.A. foi o Helter Skelter, em São Diego foi o Soil, e em São Francisco a House of Usher. Em 1982, tinha ido a todos e visto que existia um estilo distinto de gótica da Califórnia, em oposição a variedade mais vanguardista e fetichista de Nova Iorque, assim como da cena de Batcaverna de Londres, que era fortemente influenciada pelo punk. Propaganda cobriu a cena da Costa Oeste tão extensivamente que em meados dos anos 90, todo o país adotou a mesma como a quintessência da versão americana do gótico.

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Edição um a cinco de Propaganda Magazine, traçando a transição da cobertura do punk ao que viria se tornar o “gótico”

Quanto ao desenvolvimento da “cultura gótica”, quanto crédito você toma por criar um sistema de resposta que codificou os princípios desta cultura? Obviamente você estava seguinte seus próprios interesses. Quando destes registros se refletiram em termos de estreitar o que significava ser um “gótico”?

FHB: Propaganda registrou os movimentos punk, gótico e industrial de maneira seletiva, de acordo com meu gosto e interesse pessoal, e também introduzindo certos elementos baseados em critérios subjetivos. David Bowie, e o glitter rock dos anos 70, introduziu a androginia para mim, algo que foquei extensamente através dos quase 20 anos de existência de Propaganda. O ideal que eu buscava, e também fabriquei até certo ponto, foi do gênero ambíguo, doloroso, fino e criaturas de palidez fantasmagórica, baseadas em Ziggy Stardust, mas com uma persuasão mais sinistra e sombria. Esta escuridão que se tornaria a raiz de certos tabus, como o vampirismo, demonismo, fetichismo, homossexualidade e Nazismo – coisas que iriam balançar a sociedade dominante. Mas que era mais sobre a estética do mal (“fruto proibido” se preferir) do que sobre a prática do mesmo. Pensava que o mal possuía uma borda estilística e sensual sobre a virtude, mas pessoalmente sempre vivi pela Lei de Ouro do “fazer aos outros o que gostaria que fizessem a você”. Propaganda nunca advogou o Satanismo, ocultismo, Nazismo, sadomasoquismo ou homossexualidade, mas isto não impediu que pessoas fizessem acusações neste sentido.

Sendo um esteta, vejo tudo a partir de um ponto de vista estilístico, mas as pessoas não acostumadas costumam colocar muito significado político e filosófico neste imaginário. Eu proclamo minha inocência no que concerne qualquer agenda além da arte, mas existem aqueles que nunca irão aceitar minha defesa da “licença artística”. Mesmo assim, Propaganda foi a maior, mais popular e influente publicação gótica, industrial, pós-punk nos Estados Unidos durante dos anos 80 e 90. Foi levada para importante redes de lojas e analisadas em revistas e jornais de grande circulação. Claros, alguns se ofenderam, e falaram muito sobre, mas para a maior parte, Propaganda era vista como iconoclasta e artística, e não diretamente associada com qualquer “ismo” maligno da qual era referenciada para efeitos dramáticos.

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FHB: Bem, “minha” estética pessoal era composta de uma amalgama de diferentes influências, que podem ser descritas em termos cinematográficos como uma confluência de “O Porteiro da Noite” (1974), “Mad Max 2, A Caçada Continua” (1982) e “Fome de Viver” (1983). Nunca tive a intenção de determinar o que o “uniforme” deveria ser; estava apenas filmando registrando o que gostava e apenas pegou. Não estava realmente consciente do fato de que meu trabalho estava tendo tanto efeito no visual gótico-industrial, mas ocasionalmente alguém me dizia “você criou o visual gótico”, ou “Propaganda determinou o estilo”. Porém em sua maioria, estes comentários caíam em ouvidos surdos, pois estava sempre absorto para elogios (e críticas), sendo mais introspectivo do que reativo.

Mas quando a grande mídia começou a me dar crédito por praticamente fundar o movimento gótico, decidi mudar a direção e optei por uma crescente sensibilidade chique, heroica, com fetiche e queer. O que aconteceu no meio dos anos 90 e permaneceu como a estética básica de Propaganda até o encerramento da revista em 2003, e do site em 2005. Continuei o trabalho com publicações nos campos do queer e fetiche até 2012, mas parei e finalmente percebi que todos são fotógrafos e escritores agora, cortesia do mundo conectado 24 horas por dia por blogs, mídias sociais e compartilhamento de arquivos. Onde toda a propriedade intelectual é considerada domínio público e ninguém quer pagar por mais nada.

Capa3Propaganda parecia onipresente no final dos anos 80 e começo dos 90. A revista teve uma contribuição incrível por ter sido engrenada para uma subcultura muitos específica e relativamente pequena. Como foi capaz de conseguir tal vasto alcance? Quanto da sua audiência consumidora suspeita que eram vouyeurs culturais?

FHB: Propaganda nasceu como na revolução dos zines do começo da década de 80, quando tudo que precisava eram algumas poucas centenas de dólares para começar uma revista. A primeira edição foi impressa de apenas 300 cópias, mas na década de90, a impressão de Propaganda alcançou cerca de 22.000 cópias. Não parece muito, mas a revista possuía uma distribuição incrível – parecia estar em todos os lugares que precisava estar- faculdades hippies, cidades e centros urbanos, subúrbios afluentes e até mesmo nos bolsos de jovens alienados em campos rurais isolados – tipicamente 80 a 90% por edição, o que era o dobro da média de outras revistas voltadas para o estilo de vida e músicas orientadas a jovens. Propaganda tinha um culto seguidor muito forte, e muitos fãs preservaram suas cópias em plásticos até o dia de hoje, e usualmente se referem a elas como “relíquias sagradas”. Este status de culto também é aplicado aos videozines de Propaganda, 10.000 das quais foram vendidos no começo dos anos 90 até o começo dos anos 2000.

Todos o murmúrio sobre isto era acentuado por numerosas chamadas de festas nos principais clubes góticos-industriais, que coletivamente deram a impressão de que Propaganda ter se tornado um empreendimento multimídia massivo. O site muito frequentado de Propaganda e expansões estrangeiras aumentaram esta imagem de ser muito mais. Mas contrário as aparências, tudo era produzido com um orçamento apertado, com uma pequena equipe de meio período e um editor chefe workaholic (este que vos fala), operando em um apartamento de 1 quarto. Quanto aos espreitadores, não posso realmente afirmar – mas o único que posso identificar com certeza sou eu.

As fotos em Propaganda são, se posso aplicar um termo desgastado, icônico – algumas destas imagens estão permanentemente gravadas em minha mente. Você tinha uma estética muito clara e um olho afiado. Quais foram suas influências como fotógrafo?

FHB: Durante os vinte anos de impressão, Propaganda teve cerca de quinze fotógrafos contribuidores, assim como armazéns de imagens, estúdios e gravadoras que providenciaram imagem, mas eu ainda administrava em torno de 1/3 das fotos tiradas que apareciam na revista. Cerca de metade dos meus fotógrafos eram puramente jornalísticos, cobrindo performances musicais, shows de moda e cenas de clubes. A outra metade era o trabalho de corpo que criei utilizando modelos, alguns dos quais se tornaram o que chamavam de “Propaganda supermodelos” – John Koviak, Wayne Arents e Scott Crawford por exemplo, se tornaram nomes da casa.

Muitos dos meus melhores modelos eram homens andróginos – que era a minha estética ideal, e possuíam centenas de fãs entre homens e mulheres. De fato, alguns homens héteros me acusaram de terem transformado eles em gay, por serem tão incrivelmente lindos. Parte daquilo eram os modelos em si, que estavam no começo da juventude até os 20 anos, e eram naturalmente muito atraentes; outra parte era o meu estilo e direção de arte. Alguns dos meus modelos eram tão camaleões que as pessoas não os reconheciam de uma sessão para a próxima. Tive inclusive algumas modelos mulheres que posaram como garotos, e ninguém notou o ardil. Mas apenas uma de minhas modelos femininas alcançou o status de supermodelo – Tia Giles. Ela e meus melhores modelos masculinos apareceram em numerosos ensaios na revista, e também atuaram nos videozines de Propaganda que mostraram meus filmes de arte, assim como vídeos musicais providenciados por diversas bandas. Muitas das minhas influências foram a literatura, sendo as maiores vindo do horror gótico de Anne Rice e Poppy Z. Brite, assim como os autores da contracultura gay, Jean Genet e Yukio Mishima. Mas tiveram figuras históricas e eventos que influenciaram a fotografia e cinegrafia de Propaganda, como a Condessa Joan of Arcand, Elizabeth Bathory, a Inquisição Sagrada e o Holocausto.

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Me lembro de assistir SNL, quando Goth Talk era uma peça de comédia recorrente, exibiram um episódio com um vídeo paródia expondo Rob Lowe – e me peguei pensando NAQUELE TEMPO, “estão copiando os vídeos de Propaganda”, e me perguntando o que as pessoas por trás da revista pensavam daquilo. Chegou a assistir à peça que estou falando?

FHB: Me lembro de Rob Lowe em Goth Talk considerei dolorosamente hilária. Apesar de não me lembrar que parecesse qualquer filmagem que tivesse feito. Meus filmes lidavam com queimas de bruxas, crimes de guerra, vampiras lésbicas e sacrifícios humanos. Pode ter notado a similaridade com alguma dos vídeos de bandas, mas não produzi aqueles- eles foram submetidos por bandas para inclusão no videozine de Propaganda.

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Como quem vivenciou, o que pensa da mudança na cultura gótica para longe da estética original do “death rock” para um estilo mais “techno-gótico” – tanto na musicalidade quanto na moda – estou falando sobre a mudança da renda preta e corseletes para dreads sintéticos e óculos steampunk. Além disso, como se sente sobre eventos da Era Pós-Ironia, como “Bats Day” na Disneylândia ou cruzeiros góticos?

FHB: Bom, não “vivenciei”, de fato, nunca fui um “gótico”. Minha aparência, a decoração da minha casa, nada sobre mim aparenta ser gótico. Ao me conhecer pela primeira vez, as pessoas da cena normalmente expressam surpresa do quão não gótico eu era. Me passava como um fotojornalista pragmático – muito orientado a negócios. Na verdade, se referindo a minha personalidade e estilo de vida relativamente brandos, um dos membros da equipe de Propaganda disse, “Você é a pessoas menos provável e menos digno para estar encarregado da revista gótica número 1 do país”. Sim, todos chamavam ela de “revista gótica”, mas na realidade, em seus 20 anos, era cerca de 10% punk, 15% darkwave, 30% gótica, 15% industrial, 5% glam, 5% metal, 10% fetiche e 10% voltado ao público queer – mais ou menos nesta ordem cronológica de 1982 até 2002, apesar de existirem consideráveis sobreposições entre os gêneros.

Luna

Mais ou menos após o término de Propaganda, me tornei um escrito e fotógrafo freelance para diversas publicações gays, de fetiche transgêneras pelos próximos dez anos. Em novembro de 2013 lancei uma página da revista Propaganda no Facebook, que adquiriu até o momento mais de 21.000 seguidores, mas não possuo planos de mantê-la após este ano devido ao aumento crescente das taxas do Facebook que páginas comerciais e promocionais devem pagar para alcançar seus fãs e consumidores. Com relação à mudança da sensibilidade gótica, presenciei o fenômeno do dark rock ir de Alice Cooper para Christian Death, Marilyn Mason e Black Veil Brides, e sempre existiu um fio condutor comum da melancolia, melodrama e homens com maquiagem, com apenas uma insinuação de ironia. E da franquia de filmes Blade, cadeia de boutiques Hot Topic, a Disneylândia até cruzeiros góticos, sempre existiram tentativas de comercializar e banalizar isto. Eu não sou um purista, e certamente não vou julgar ninguém, mas me parece que quanto mais as coisas mudam, mais permanecem a mesma.

A questão final é simples, qual o próximo passo para Fred Berger e Propaganda?

FHB: Bem, a página do Facebook da revista Propaganda tem permitido que pague minhas contas pelos últimos 18 meses através de vendas do inventário da revista, vídeos VHS, calendários e camisetas também, como diversas publicações que possuem minha fotografia e artigos. Mas o inventário provavelmente irá se exaurir no Outono, no qual não iriei pagar para manter a página. Por causa das mudanças do Facebook em páginas comerciais e promocionais para alcançar seus fãs e consumidores, eles precisam vender algo apenas para pagar as taxas.

Então quando não tiver mais nada para vender, não poderei mais manter a presença de Propaganda no Facebook. Apesar de que recentemente tenha tido contatado por algumas que desejam comercializar as camisetas Propaganda e relançar os vídeos, o que é um prospecto promissor. Também estou começando a desenvolver a revista Propaganda no Tumblr, que neste momento não cobra nada de seus usuários. Outra vantagem do Tumblr é não ter uma censura para imagens eróticas. Então vamos ver como estas coisas irão se desenvolver.

Mas em retrospecto, sinto como se tivesse feito tudo e ido a todos os lugares que sempre quis, e sempre que alguém sugere que faça algo, simplesmente digo a eles “já estive lá, já fiz aquilo”. Estou muito contente em deixar meu legado exatamente do jeito que está.

E que delicioso legado sombrio ele é. Edições passadas de Propaganda estão disponíveis diretamente por Fred Berger através da página do Facebook de Propaganda. Abaixo segue uma seleção de trabalhos de Berger:

"Com relação à mudança da sensibilidade gótica, presenciei o fenômeno do dark rock ir de Alice Cooper para Christian Death, Marilyn Mason e Black Veil Brides, e sempre existiu um fio condutor comum da melancolia, melodrama e homens com maquiagem, com apenas uma insinuação de ironia. E da franquia de filmes Blade, cadeia de boutiques Hot Topic, a Disneylândia até cruzeiros góticos, sempre existiram tentativas de comercializar e banalizar isto. Eu não sou um purista, e certamente não vou julgar ninguém, mas me parece que quanto mais as coisas mudam, mais permanecem a mesma." Fred H.Berger, criador e editor da Revista Propaganda

Luna

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